segunda-feira, setembro 26, 2011


JUPITER-80

Sintetizador

Metamorfose de uma Lenda
Jupiter 80

Inegável seria a comparação entre ambos os modelos, não apenas pelas características visuais (os famosos botões coloridos), mas sim pela proposta que cada qual apresentaria ao seu tempo. Lançado em 1981, o Jupiter 8 foi um dos primeiros sintetizadores que se propôs a reproduzir sons de instrumentos musicais acústicos, emprestando sua sonoridade à grande maioria dos hits produzidos pela indústria fonográfica na década de 1980.

Já o Jupiter 80 se mostra como o mais poderoso equipamento disponível atualmente no quesito expressividade sonora para apresentações ao vivo, podendo ainda ser usado nos estúdios de gravação ou como uma ferramenta inovadora nas mãos dos soundesigners. 

Estrutura de sons e efeitos

Os rolandmaníacos acostumados aos patches e performances, populares em muitos instrumentos do fabricante, logo perceberão a diferença nas nomenclaturas usadas. A menor unidade de informação sonora continua a se chamar Tone (contando com as categorias Super Natural Acoustic Tone, Super Natural Synth Tone, Manual Percussion e Drums/SFX).

A combinação de quatro Tones (Super Natural Acoustic Tone ou Super Natural Synth Tone) constitui um Live Set (com 2.560 alocações de memórias disponíveis para armazenamento), que pode ser atribuído às partes Upper e Lower (um para cada parte). Além dessas duas partes (Upper e Lower), o equipamento conta com as partes Solo e Percussion, sendo uma combinação dessas quatro partes chamada de Registration (com 256 alocações de memórias disponíveis para armazenamento).

A função Split possibilita definir a região (zona) na qual cada uma dessas quatro partes será reproduzida (caso a função não seja usada, as quatro partes de uma Registration serão reproduzidas em toda a extensão do equipamento, como se estivesse no modo Layer).

Na seção de efeitos (MFX) do Jupiter 80, o usuário encontrará 76 diferentes algoritmos, entre os quais densos reverbs, simuladores de alto-falantes rotativos e complexos delays multicamadas. Cada Tone de um Live Set possibilita o uso de um MFX, ou seja, cada Live Set tem até quatro MFXs operando simultaneamente em paralelo, ligados a um processador de reverb dedicado.

Já as partes Solo e Percussion têm em seu fluxo de sinal um compressor, um equalizador, um processador de delay e outro de reverb (a parte Percussion compartilha o mesmo reverb da parte Solo). O equipamento ainda conta com um equalizador master, que possibilita dar aquele toque final à última etapa do fluxo interno de áudio.